Bem-vindos a edição de agosto de 2026: 705 palavras – 2.5 min.
Quer emagrecer? Basta dormir mais (parte 3). A Noruega mostra que alta performance esportiva raramente nasce do acaso. E atravessar o abismo da adoção tecnológica exige mais foco do que entusiasmo.
1 – Artigo do mês: Quer emagrecer? Basta dormir mais (parte 3)
Em textos anteriores, compartilhei a melhora significativa que observei na minha composição corporal, apesar de não ter havido qualquer mudança na alimentação ou na atividade física. A única alteração relevante na rotina foi o aumento da quantidade de sono.
Também aprofundei a pesquisa sobre a relação entre sono e o metabolismo da glicose e das gorduras e encontrei evidências interessantes. Parece existir uma janela ótima entre 7 e 9 horas de sono que melhora, por exemplo, a sensibilidade à insulina.
Acompanho minha composição corporal trimestralmente por meio de uma balança de bioimpedância, em casa. Na última medição, mais uma vez, para minha surpresa, meu percentual de gordura voltou a cair, depois de ter, supostamente, estabilizado.
Novamente, nada mudou de forma relevante na minha rotina. Por isso, a explicação mais plausível para essa nova evolução continua sendo o sono. Levantei três hipóteses para investigar.
A primeira foi a quantidade total de sono. O indicador se estabilizou em cerca de 7h30 por noite. Em tese, essa não parece ser a principal explicação.
A segunda foi a qualidade do sono, especialmente a soma do sono profundo e REM. Também não observei grandes mudanças, nem na quantidade absoluta nem na eficiência em relação ao total de horas dormidas.
A terceira hipótese foi a quantidade de despertares ao longo da noite. Embora o wearable registre esse indicador diariamente, não consegui extrair um histórico consistente desses dados para análise. A ideia era avaliar a qualidade do sono por outra perspectiva.
Assumindo que esse indicador não revele uma informação nova, até porque provavelmente conversa com os mesmos algoritmos que estimam os demais indicadores de sono, uma explicação possível é que o metabolismo continue se adaptando à nova realidade de dormir mais.
Estou ainda mais convencido de que o sono teve papel central nessa melhora, embora continue sendo impossível afirmar isso com 100% de certeza.
De qualquer forma, sigo com a recomendação dos textos anteriores.
Se quiser emagrecer, antes de aderir à dieta da moda ou ao remédio da vez, experimente dormir mais.
É mais prazeroso e certamente mais barato.

Evolução do sono e % de gordura
2 – Achado da Internet
A Noruega eliminou o Brasil na Copa do Mundo FIFA 2026. Mas está enganado quem acha que isso foi um fato isolado ou apenas acaso.
Apesar de ter menos de 6 milhões de habitantes, a Noruega domina os esportes de inverno, com um acumulado de 447 medalhas olímpicas, sendo 166 de ouro. Nos esportes de verão, ocupa o 15º lugar mundial no ranking de medalhas olímpicas per capita. Além disso, nos últimos anos, atletas noruegueses têm se destacado em esportes de endurance, como o triathlon.
Há quem atribua esse sucesso esportivo à seleção natural. Os antepassados vikings mais fortes teriam se perpetuado. Mas a explicação parece estar menos na genética e mais em um conjunto de fatores ambientais. Especialização esportiva tardia, prática diversificada na infância e investimento público bem direcionado são alguns dos elementos que ajudam a explicar esse desempenho.
3 – O que estou lendo
Introduzir um novo produto tecnológico no mercado tem inúmeros desafios. O primeiro, sem dúvida, é conquistar os clientes inovadores e os early adopters. Mas o que aumenta as chances de um negócio atingir escala é convencer os clientes mais pragmáticos a adotar a solução.
Diferentemente dos early adopters, esse perfil tende a ser mais cético. Busca referências, compara alternativas e procura reduzir riscos antes de tomar uma decisão. Por isso, a abordagem para conquistar esse público precisa ser específica. É justamente nesse momento que muitas empresas enfrentam o “abismo” dentro do ciclo de adoção tecnológica.
Nesse contexto, encontrar um nicho muito bem definido e enriquecer o produto com uma visão de solução completa são práticas importantes. Não basta ter uma tecnologia promissora. É preciso transformá-la em uma proposta confiável para quem não quer ser o primeiro a testar.
