
Hoje comento um dos livros que abriu minha cabeça para entender que a alimentação atual não é compatível com o nosso DNA.
Em “A Dieta do Paleolítico”, Dr. Loren Cordian explica como ficar saúdável comendo os alimentos que nossa espécie foi adaptada para ingerir. O foco em carnes magras, peixes, frutas frescas e vegetais sem amido pode ajudar a perder peso, prevenir e tratar diversas doenças como osteoporose e síndrome metabólica. Meus principais aprendizados foram:
– Nosso DNA e os alimentos
As evidências mostram que a fisiologia humana básica não mudou muito nos últmos 40.000 anos. Geneticamente, somos muito parecidos com nossos ancestrais da era paleolítica e temos mesmas necessidades nutricionais. Nosso DNA foi adaptado para um mundo onde a comida diária tinha que ser caçada, pescada ou obtida de ambientes naturais. Eu priorizo os alimentos naturais na minha alimentação. A pergunta que sempre faço é: “tem disponível na natureza? Se sim, a chance é alta de que seja saudável”.
– Alimentos processados
Alimento é uma coisa muito diferente de “produto alimentício”, que foi processado e pode ter qualquer tipo de ingrediente não natural. Alimentos processados não fazem parte da minha rotina alimentar. Se eu tiver que comer algum “empacotado”, leio o rótulo, se tiver muitos ingredientes ou algo que eu não saiba do se trata, simplesmente não consumo. Recomendo a todos que criem o hábito de ler rótulos.
– O equilíbrio entre Omega6 e Omega3
A proporção ideal de Omega 6 e Omega 3 no nosso corpo é de 2-3 para 1. O grande problema é que na alimentação moderna essa proporção chega a mais de 10 para 1. O excesso relativo de omega 6 prodispõe nosso corpo a processos inflamatórios, problemas cardíacos e piora a cognição. Mas atenção, mesmo as oleaginosas, tem uma proporção alta de omega 6, a mais próxima é a Noz, com 4,2. O salmão é conhecido por ter altos nívels de Omega 3, mas isso só é verdade se for um salmão “selvagem”, que obtém o omega 3 das algas e dos crustáceos que ele come. Uso omega 3 em forma de suplemento há muitos anos.
O que acharam?
Até o próximo livro na “cesta”.