A tireoide passou a fazer parte da minha vida há cerca de 12 anos, quando descobri que sua função não estava otimizada. Desde então, aprendi que problemas complexos raramente respondem a uma única intervenção.
Em “Overcoming Thyroid Disorders”, David Brownstein propõe uma visão mais ampla para diagnosticar e tratar disfunções da tireoide. Ele questiona a avaliação baseada apenas no TSH e defende que outros hormônios, sintomas e características individuais também sejam considerados. O autor ainda relaciona a saúde tireoidiana à exposição a toxinas e à disponibilidade de iodo. Entre as alternativas discutidas, apresenta a tireóide dessecada de origem animal como uma possível opção terapêutica.
Sempre com orientação médica, tentei diferentes estratégias para melhorar minha função tireoidiana. Usei suplementos como L-tirosina e iodo, sem perceber resultados significativos. Cheguei a considerar a tireóide dessecada, mas não consegui encontrá-la no Brasil naquela época e acabei deixando essa possibilidade de lado.
A mudança mais relevante apareceu depois de um teste de intolerância alimentar. O exame identificou reações a alimentos como leite de vaca, ovos e pistache. Retirei-os completamente da rotina e, pela primeira vez, meus hormônios tireoidianos alcançaram os níveis mais altos da série histórica, enquanto o TSH caiu. Não posso afirmar que essa relação tenha sido causal, mas a associação foi suficientemente clara para orientar meus próximos passos.
Agora estou testando, também com acompanhamento, a aplicação de luz vermelha e infravermelha sobre a tireoide. A experiência busca reproduzir parâmetros de ensaios clínicos randomizados que apresentaram resultados promissores. O teste ainda está em andamento, por isso a conclusão dependerá dos próximos exames e da evolução dos marcadores.
Cuidar da tireoide me ensinou que persistência também é uma forma de personalização.
Até o próximo livro na cesta.