Insights para Alta Performance – edição fevereiro 2026

Bem-vindos a edição de fevereiro de 2026: 650 palavras – 2.2 min.

Dá para confiar na informação dos wearables? Nunca é tarde para começar. Um programa de 9 meses de treinamento com pesos mudou a vida de um casal aposentado com mais de 80 anos. O segredo do sucesso de um dos homens mais ricos do mundo é a consistência.

1 – Artigo do mês: Dá para confiar na informação dos wearables?

A proliferação dos smartwatches e wearables veio acompanhada de uma enxurrada de informações sobre saúde que, até pouco tempo atrás, não estavam disponíveis. Frequência cardíaca de repouso, variabilidade da frequência cardíaca, temperatura corporal, duração do sono e até VO₂ máximo passaram a fazer parte do cotidiano.

Algumas dessas informações são medidas diretamente, mas muitas são apenas estimadas. Como todo modelo, essas estimativas têm limitações e, por isso, precisam ser usadas com parcimônia. Mas esse não é um desafio novo.

Há alguns anos, a única métrica amplamente disponível era a frequência cardíaca, medida por monitores e relógios esportivos. A frequência cardíaca máxima, por exemplo, era (e ainda é) estimada pela famosa fórmula: FCmáx = 220 – idade. Essa fórmula se baseia na correlação observada em uma população, mas pode apresentar um erro significativo quando aplicada a um indivíduo específico. A forma mais confiável de determinar a FCmáx é por meio de testes de campo ou laboratoriais.

No meu caso, a fórmula superestimava de forma relevante a minha FCmáx, o que acabou contribuindo para uma lesão na perna esquerda ao tentar treinar em percentuais-alvo excessivamente altos.

Em um exemplo mais recente, realizei um teste de esforço para medir meu VO₂ máximo, indicador extremamente importante para a saúde no longo prazo. O resultado foi cerca de 10% maior do que o valor estimado pelo meu wearable.

Dois fatores ajudam a explicar essa diferença:

Sou relativamente mais treinado do que a média da minha faixa etária, o que eleva significativamente o meu VO₂ máximo. O modelo do wearable não consegue capturar bem essa individualidade.

O esporte aeróbico que pratico atualmente é o ciclismo, e o teste foi feito na bike. O modelo do wearable, no meu caso, utiliza dados de corrida para calibrar a estimativa, o que não se aplica bem ao meu caso. Além disso, o VO₂ máximo é específico para cada modalidade esportiva.

No meu wearable, é possível inserir manualmente o valor medido de VO₂ máximo, o que ajuda a recalibrar as estimativas do modelo. Mas, independentemente da discrepância entre valores “estimados” e “medidos”, acompanhar a tendência ao longo do tempo continua sendo extremamente útil.

No final, a resposta é: sim, dá para se basear nas estimativas dos wearables, desde que você reconheça as limitações dos modelos e respeite sua individualidade.

 

VO2 máximo estimado Vs medido no teste

2 – Achado da Internet

A aposentadoria é uma invenção relativamente recente, do início do século 20. Ela contribuiu para a diminuição da atividade física da população. Em povos indígenas, por exemplo, os mais velhos trabalham normalmente. Na verdade, ninguém sabe ao certo de perdemos capacidade física porque envelhecemos ou porque paramos de nos movimentar. De qualquer forma, nunca é tarde para começar. É incrível ver como um programa de 9 meses de treinamento com pesos mudou a vida de um casal com mais de 80 anos.

 

3 – O que estou lendo 

O Warren Buffet é um dos homens mais ricos do mundo. Vários fatores contribuíram para o seu sucesso: genialidade, simplicidade e influência familiar. Mas o principal, na minha visão, foi a consistência. Desde muito cedo, ele já tinha obsessão por ganhar dinheiro. Muito antes de se tornar investidor em empresas, ele empreendeu em diversas frentes, como revendendo bolas de golfe e aluguel de carros. Nem sempre ele acertou, mas foi fiel às suas convicções: comprar barato e acumular.